Vale usa gêmeos digitais para otimizar operação no Porto Norte

Modelo digital ajuda na otimização de custo, prevenção de acidentes e previsibilidade de manutenção.

Por: Redação CIMM 01/09/2022  

As aplicações práticas da Indústria 4.0 trazem grandes e pequenas empresas para um nível elevado de excelência e antecipam tecnologias do futuro, no presente. Esse é o caso de um projeto de gêmeos digitais aplicado na Vale. 

Executado pela equipe de Manutenção Descarregamento do Porto Norte, em parceria com a TI e Centro de Excelência da companhia, o projeto é composto por um gêmeo digital de viradores de vagões de minério. 

Câmeras e sensores captam dados do equipamento físico e abastecem o virtual, que através do uso de inteligência artificial e modelamento matemático, prevê o funcionamento da máquina e contribui para:

  • Aumentar a confiabilidade do maquinário por meio da maior previsibilidade de falhas;
  • Reduzir da exposição dos funcionários ao risco;
  • Otimizar os recursos financeiros. 

Vanessa Quintão, gerente de manutenção descarregamento do Porto Norte, exalta a aplicação dos conceitos 4.0 na rotina produtiva.  “O avanço do digital no dia a dia da manutenção traz ganhos imediatos para as nossas operações, já que haverá aumento de segurança, previsibilidade de intervenções e eficiência para otimizar o custo no ciclo de vida do ativo. Desta forma, construímos no hoje a Vale do Futuro”, comentou a profissional em seu perfil no LinkedIn. 

O que são gêmeos digitais?

Gêmeos digitais são modelos virtuais que simulam máquinas reais, levando em consideração o ambiente em que estão inseridas, o desgaste, a influência de temperatura, pressão e outros fatores, ou seja, que  simulam fielmente como os ativos funcionam no dia a dia. 

Isso permite prever  melhorias, necessidade de  manutenção e o comportamento dos dispositivos. Na prática, pode-se desenvolver uma peça nova sem a necessidade de gastar em um protótipo que não dá certo; reduzir o tempo de máquina parada, pois sabe-se exatamente quando a manutenção será necessária e quais peças precisam ser substituídas; ou ainda é possível fazer testes sem colocar ninguém em risco. 


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Quando são usados sensores nas máquinas físicas, como no caso da Vale, é possível ter simulações ainda mais reais que potencializam os benefícios dos gêmeos digitais. 

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