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Entenda o real impacto da IIoT no mundo dos negócios

Qual será o real impacto da IIoT nos próximos anos? Confira o que dizem os estudos e saiba como se preparar
12/05/2020

O que fizemos ao longo dos últimos dez anos e quais são as nossas perspectivas para os próximos dez anos? Você já parou pra fazer esta reflexão?

Em termos tecnológicos notamos inúmeros avanços, com destaque para o surgimento de novas tecnologias. A última década começou juntamente ao surgimento do smartphone, da blockchain e as criptomoedas e, é claro, a IoT e a IIoT.

A PWC, PricewaterhouseCoopers, uma das maiores empresas de consultoria do mundo, levantou um estudo estatístico muito importante, que aborda uma visão panorâmica da IIoT, destacando os avanços alcançados até hoje e as suas perspectivas futuras.

Qual será o impacto da IIoT nas indústrias? Quais oportunidades ela reserva para os próximos anos?

Confira esses e outros pontos abordados no estudo e saiba por que eles com certeza irão impactar não apenas o seu futuro profissional, mas o de todos os negócios em operação.

 

IIoT não é apenas uma nova tecnologia

A IIoT alcançou um patamar de ser não apenas uma nova tecnologia dentro do escopo empresarial. Ela compõe hoje, um novo modelo de infraestrutura empresarial, um modelo disruptivo, que alcança todos os níveis de um negócio.


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Ao longo da última década, empresas de todo o mundo passaram a fazer da IIoT uma ferramenta essencial para gerenciamento preciso da produção e dos equipamentos em geral. Isso obviamente abriu um grande leque de oportunidades. Esse modelo interconectado de operação é chamado de indústria 4.0.

Por tratar-se de uma tecnologia nova, a sua utilização ainda está longe de alcançar o patamar de utilização da internet convencional, que é capaz de conectar a rede mundial de computadores.

Se levarmos em consideração os avanços já realizados na IIoT ao longo dos últimos anos e o fato de que novas tecnologias estão impulsionando esse avanço, o que podemos esperar dos próximos anos? Vale destacar que a internet convencional possui cinco vezes mais tempo de existência do que a IoT. Imaginem as possibilidades!

Aqueles que hoje investem recursos na IIoT e na IoT se mostram pioneiros na adoção da tecnologia e já começam a notar os claros benefícios da transformação digital.

Se compararmos as empresas que hoje fazem uso dessa tecnologia às empresas que não a utilizam, teremos uma clara tendência da disparidade de resultados de mercado entre essas empresas. Aquelas que não investem recursos nessa área, sem dúvida se tornarão obsoletas.

Vamos analisar alguns fatos que abrangem o histórico da IIoT para que possamos confirmar essas alegações e fazermos uma perspectiva futura.

Fatos que fazem da IIoT a oportunidade da década:

  • 6 trilhões de dólares: Essa é a estimativa de recursos utilizados pela tecnologia no período 2015 - 2020.

  • Crescente procura: A adoção da tecnologia praticamente dobrou a cada ano, ao ponto de que os investimentos empresariais saltaram de US$ 215 bilhões para US$ 832 bilhões. Já os investimentos partindo de consumidores saltou de US$ 72 bilhões para US$ 236 bilhões. Nota-se que os consumidores comuns de hoje compram mais do que as empresas de cinco anos atrás.

  • Investimentos: A expectativa de 2020 é que sejam investidos US$ 1,6 trilhão na Internet das Coisas no mundo todo. Esse valor leva em consideração o consumo geral (empresas, governos e consumidores).

  • Investimento em softwares: A maior parte do investimento previsto será em torno de softwares e outras aplicações que permitam que a tecnologia possa interagir entre si. O investimento prevê uma maior dinâmica, segurança e conectividade entre os dispositivos conectados à rede.

 

IIoT x IoT

Para compreendermos o dimensionamento da tecnologia, é preciso saber que há uma grande diferença entre a IIoT e a IoT, que é voltada para os consumidores em geral.

Se por um lado a IIoT está focada em mensurar o desempenho da produção e o nível de eficácia dos produtos, a IoT para os consumidores visa o conforto pessoal e os cuidados com a saúde, sendo calculada por dispositivos vestíveis e acessórios residenciais.

Estima-se que, até o final do próximo ano, 100 bilhões de dispositivos estarão conectados à internet, enviando informações de forma contínua.

Foquemos no processo de adesão desses dispositivos em ambientes empresariais, procurando entender como as empresas podem fazer para se preparar para essa revolução tecnológica da indústria 4.0.

 

Despertando para o futuro

Assim como qualquer outra tecnologia, para dimensionarmos o seu real impacto na sociedade, não podemos apenas nos aventurarmos nos quesitos técnicos da ferramenta. É preciso ir além e conhecer o quanto ela pode impactar as pessoas em um âmbito social.

Em suma, a adoção de uma tecnologia tão revolucionária quanto a IIoT chega a adentrar em um campo sociológico, pois aborda a cultura de uma sociedade.

Pense em uma empresa que venda produtos eletrônicos de climatização. Naturalmente a relação entre a empresa e o cliente se encerraria no momento da compra. Porém com a IoT esse vínculo pode ser estendido, pois a empresa pode monitorar o desempenho de seu equipamento, calculando o nível de eficácia do produto.

A questão central é: o quanto esse monitoramento seria aceito pela sociedade?

Embora esse seja um exemplo simplório, podemos pensar em um grande maquinário empresarial. O alerta de um grave problema em um equipamento pode ser emitido para a empresa usuária, sem que ela tivesse se dado conta da existência do problema de forma prévia.

Podemos ir além e pensar em um avião! Vidas podem ser salvas por conta da IoT!

Verificamos aqui que o maior desafio para a tecnologia não é a eficácia do seu poder técnico e sim a aceitação cultural na sociedade como um todo.

 

Remodelando a infraestrutura e a relação com o cliente

A utilização plena da Internet das Coisas demanda uma reformulação da infraestrutura das empresas, principalmente se é a empresa quem oferece soluções baseadas em IoT.

Para o pleno funcionamento da tecnologia é necessário contar com uma infraestrutura que possua todos os equipamentos necessários: sensores, computação em nuvem com rápida conexão para interagir com o banco de dados, API’s de interação e aplicações para seu gerenciamento.

Mas isso não é tudo! Além da reformulação da infraestrutura, outra modificação importante precisa ser na relação com o cliente, isso diz muito a respeito da cultura envolvida na tecnologia, conforme falamos anteriormente.

É imprescindível que se conte com um plano de ações, para que sejam tomadas se necessário quando um imprevisto é detectado em algum monitoramento.

Essa relação entre as partes envolvidas tende a aproximar os laços e a confiança no bom serviço oferecido.

 

Redesenhando a cultura empresarial

A empresa que está implantando a IIoT em sua infraestrutura deve passar por um redesenho da sua cultura, isso é, um novo planejamento da gestão da qualidade.

Todos os setores precisam se envolver com a mudança, que por sua vez deve possuir um foco central, o cliente!

É preciso preparar a empresa para as novas demandas - em especial as de manufatura -, em que é preciso redesenhar os setores responsáveis pela tecnologia e principalmente reformular o suporte técnico como um todo.

Lidar com um número muito grande de informações demanda um maior investimento em especialistas que possam estar em contato com o cliente, oferecendo soluções rápidas e eficazes.

 

Redesenhando o modelo operacional

Não apenas a cultura precisa ser modificada, o modelo operacional é ainda mais impactado para atender às necessidades da IoT.

Os sistemas precisam conversar entre si para que tudo ocorra de forma plena e a captação de dados ocorra em tempo real e de forma automatizada.

A segurança precisa de cuidados minuciosos, pois quanto mais conexão à rede, maiores as brechas para ataques criminosos virtuais.

Logo, uma infraestrutura baseada em IoT precisa ser completamente interconectada, segura e que gerencie todo o projeto operacional da empresa, com dados coletados em tempo real e relatórios de desempenho.

 

Como aproveitar a IIoT

Alguns exemplos práticos podem ser citados para destacar a usabilidade da IIoT na indústria 4.0, são eles:

  • Revisar os modelos de negócio: A IIoT permite uma revisão holística do modelo de negócios da empresa e da forma com que interagem com os clientes;

  • Implementação de dispositivos: Interligar equipamentos que se comunicam entre si e fornecem detalhes de funcionamento por meio de dispositivos e sensores;

  • Compreendendo a produção: Entender todas as necessidades dos processos técnicos de produção.

  • Potencial transformador: Modificar a cultura da empresa e a relação entre as áreas;

  • Inovação constante: Permite uma revisão constante dos processos internos, o que possibilita novas modificações que tragam maior otimização e produtividade.

 

A urgência da transformação

Com todas essas perspectivas, qual será a hora certa de começar a fazer da IIoT parte essencial da estratégia de produção de uma empresa?

Pode-se pressupor que alguns anos ou meses, não existe um período exato para definir. Entretanto a internet está acelerando esse processo, fazendo com que o período de transição seja imediato.

As pesquisas mostram que a interação empresarial com a Internet das Coisas está aumentando a todo o tempo, a expectativa é que em 2020 sejam inseridos no mercado 20 bilhões de dispositivos inteligentes conectados à rede, já no próximo ano o número deve chegar a 35 bilhões! Dividindo isso em espaços menores de tempo, é como se comprassem 1 milhão de dispositivos a toda hora.

Outro ponto interessante é que aproximadamente 47% dos dispositivos em utilização possuem um sistema capaz de acionar um suporte técnico por conta própria.

Esses fatos nos apontam para um único caminho, aquele que não tem volta!

 

Um alerta às empresas manufatureiras

O sinal de alerta vai para as empresas manufatureiras, pois sem dúvida elas passarão a ter um contato maior com o cliente final, sem passar por intermediários, exigindo uma revisão estratégica em seu modelo de negócios.

Veículos, eletrônicos, residências ou máquinas. Todos podem ser beneficiados com a incorporação da IoT em suas estruturas, por isso todos os setores estarão em contínuo contato com o fabricante.

Com holofotes para si, as empresas manufatureiras são as que mais precisam de urgência para remodelar os seus projetos de negócio.

 

Um novo projeto operacional

Algumas empresas podem ainda não ter se dado conta do quão profunda é a influência da IIoT em um ambiente corporativo, pois talvez não tenham encontrado uma relevância para a sua área de atuação.

O que precisa ser feito é ter uma visão panorâmica e de longo prazo, analisando também o trajeto realizado pela empresa para chegar até os dias atuais.

O tempo que antes possuíam para se adequar aos software não é o mesmo para a IoT, pois o progresso tecnológico acontece de forma escalonada. A indústria 4.0 já é uma realidade.

Não se adequar a uma realidade do mercado pode acarretar em grandes prejuízos, além de tornar o negócio algo obsoleto. É preciso seguir o fluxo natural do mercado.

 

Um passo no amanhã

Percebe a dimensão do impacto da IoT e a IIoT no mundo? Não temos dúvida de que é uma tecnologia promissora e que chegou para ficar!

As empresas que não se adequarem às novas tecnologias existentes ficarão para trás. Podemos supor que ignorar a Internet das Coisas hoje é como ter ignorado a internet convencional nos anos 90. O mundo atual depende da internet, assim como, no amanhã, a Internet das Coisas será uma ferramenta crucial do dia a dia.

Produzido por:

Associação Brasileira de Internet Industrial

A Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII), fundada em agosto de 2016, atua com o objetivo de promover o crescimento acelerado e o fortalecimento da internet industrial no Brasil. Fomenta o debate entre setores privado, público e acadêmico, a colaboração e o intercâmbio tecnológico e de negócios com associações, empresas e instituições internacionais, além da realização de estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias e inovação. A ABII é signatária do Acordo de Cooperação com o Industrial Internet Consortium (IIC), consórcio criado em 2014, nos EUA, com o mesmo objetivo. Buscando inserir o Brasil nesta revolução, a ABII já conta com mais de 50 empresas e instituições associadas, de startups a empresas globais.



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