Cloud Computing: A chave para seguir adiante

Por: Waldir Bertolino 02/08/2021

Falar de cloud já não é novidade, mas você sabe realmente como construir uma estratégia eficaz para dar os seus primeiros passos em direção a adoção de soluções em nuvem?

Se procurar aderir às tecnologias da Indústria 4.0, como Inteligência Artificial, por exemplo, a nuvem é fundamental para criar o seu caminho até lá. Segundo uma recente pesquisa do Gartner, o mercado de Nuvem deverá registrar alta de mais de 20% este ano, sendo a primeira grande área de tecnologia a, de fato, superar os números pré-pandemia. De acordo com os analistas, esse crescimento tem um motivo: justamente a capacidade de constante evolução e mobilidade que as ofertas baseadas em Cloud trazem aos mais diversos segmentos. 

Isso quer dizer que a jornada para a nuvem estimula organizações de todos os portes e indústrias por causa das diversas vantagens que ela apresenta: agilidade, escalabilidade, redução de custos, otimização e muito mais produtividade do que qualquer outra solução. 

No entanto, é fundamental que haja planejamento, pois a jornada até lá pode ser tão complexa e disruptiva ao mesmo tempo. É sobre esse desafio que vou tratar.

Definir a estratégia de nuvem

Como não existe uma única proposta de valor para as organizações, cada uma pode ter uma estratégia diferente de migração para a nuvem e parte dela está ligada ao modelo de serviço que será escolhido. Podemos ter a combinação de um ambiente on-premises tradicional com nuvem pública e/ou nuvem privada com nuvem pública - aqui é o modelo de nuvem híbrida; um ambiente totalmente na nuvem pública; um ambiente em nuvem privada; um ambiente de diferentes provedores de nuvem pública, ou seja, o modelo de multicloud. No fundo, quem determina qual é o melhor modelo de nuvem a ser implementado é a estratégia que sua empresa quer adotar.

Arquitetura da solução em nuvem

Assim que a estratégia de nuvem for definida, a próxima etapa é detalhar a arquitetura da solução. A seguir, estão os aspectos críticos a serem considerados nesta fase:

  • Segurança/Compliance: Para que seja fornecida a segurança adequada, devem ser considerados: controles de segurança na nuvem, segurança e privacidade de dados, criptografia, conformidade com questões legais e contratuais;
  • Alta disponibilidade: É fundamental projetar a solução como um todo para garantir a continuidade das operações 24 horas por dia, 7 dias por semana, buscando minimizar os impactos no negócio. Algumas opções são hospedar a solução em várias regiões e zonas de disponibilidade de nuvem, optando por provedores que tenham regiões multizona, monitorar e escalonar quando necessário, e a utilização de containers para provisionamento dinâmico de serviços;
  • Backup e restauração de dados: os provedores de nuvem oferecem várias opções de serviço de backup. Os arquitetos da solução devem considerar esses serviços e estratégias para ter a capacidade de restaurar o sistema em caso de perda de dados;
  • Uso de containers: as capacidades de escalabilidade, padronização e a alta disponibilidade providas pela plataforma de containers estão entre os grandes diferenciais para disseminar uma arquitetura de microsserviços. A ampliação e/ou redução automática de recursos podem ser alcançadas instantaneamente para oferecer capacidade adicional aos serviços, dependendo da carga de trabalho da solução;
  • Escalabilidade e Elasticidade: é a capacidade de um recurso de TI de lidar com demandas crescentes ou decrescentes de maneira capaz e é um dos recursos mais benéficos e populares da nuvem. Um dos grandes benefícios da nuvem é a possibilidade de você projetar o seu sistema para consumir a menor quantidade de recursos possível, evitando a ociosidade do seu parque tecnológico.

Decidir sobre uma oferta de nuvem adequada

A próxima etapa para a implementação da nuvem é decidir se as ofertas dos provedores são adequadas para a sua estratégia e arquitetura de nuvem. Existem algumas ferramentas e abordagens disponíveis para avaliar a aderência da nuvem, com base nas cargas de trabalho, requisitos não-funcionais, tecnologias atualmente em uso e a gama de hardware/software existente. Essas ferramentas podem ajudar na avaliação do ambiente de implantação de destino, a aderência e os benefícios da nuvem que podem ser alcançados.

Soluções em nuvem que podem ajudar os negócios a reduzir custos 

A corrida pela jornada digital se tornou um tema imprescindível para qualquer empresa que queira se manter competitiva no mercado ao longo dos próximos anos. Antes, os líderes buscavam sempre a expansão como forma de consolidação dos negócios, enquanto hoje, eles se apoiam em seus gerentes de TI para conseguir inovação, eficiência e economia, otimizando assim ao máximo os processos e produtos. 


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Nesse contexto, a computação em nuvem se tornou o centro das atenções. A cloud computing trouxe inúmeras praticidades, pois oferece soluções às empresas dos mais diversos portes a um preço acessível para todos, e ainda permite que os gestores tenham flexibilidade para aumentar ou diminuir os recursos da Cloud de acordo com o momento e as demandas da empresa. Com isso, confira as principais vantagens das soluções em nuvem que podem ajudar os negócios a reduzir custos. 

Armazenamento em nuvem

A adoção de serviços de Cloud Computing ajuda a reduzir os custos de compra e manutenção de equipamentos de informática. Isto porque os arquivos ficam armazenados na nuvem e não precisam ser alocados em uma infraestrutura própria;

Automação na nuvem

E não é só a automação dos backups que pode ajudar uma empresa a economizar. Além do ganho com confiabilidade e diminuição do retrabalho ao longo de uma cadeia produtiva, automatizar ao máximo a operação significa mais tempo para que os funcionários sejam criativos e incrementem a qualidade do serviço — uma forma de ganhar e economizar nas duas pontas;

SaaS (Software como Serviço) e PaaS (Plataforma como Serviço)

Um dos pontos de partida em TI’s que buscam a nuvem como solução de economia é a substituição de aquisições por contratação de serviços. Os melhores exemplos disso são os softwares e as plataformas como serviço. Nesse modelo, o gerente de TI troca o custo de atualizações e compras de licenças por  uma assinatura flexível de acordo com sua necessidade. Assim, ele consegue o máximo de performance para atender exatamente a demanda que necessita;

IaaS (Infraestrutura como Serviço)

E por que não ir um passo além? Com o IaaS (Infraestrutura como Serviço) a empresa pode virtualizar servidores, usar computação pela nuvem e manter toda a produtividade dentro de um ambiente integrado e controlado. Sem novas atualizações de hardware, sem gastos com manutenção, sem tempo perdido com monitoramento — tudo isso retorna como recursos extras para ampliação de um modelo de negócio ou a capacidade de abraçar novos nichos.

Por fim, motivos para explicar o tamanho dessa importância e força não faltam. Isso porque a Cloud Computing representa uma revolução cujos efeitos ainda estão em curso e que, independentemente de sua forma de aplicação, tem como grande diferencial a oportunidade de tornar as companhias mais ágeis e modernas.

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Waldir Bertolino

Country Manager na Infor no Brasil.