5G: estudo da IDC mostra os impactos da nova geração de rede móvel na indústria 4.0

O crescimento de novas tecnologias deve seguir uma taxa composta anual de 179% até 2024.

Por: Gabriela Pederneiras 02/11/2020  

Um estudo encomendado pelo Movimento Brasil Digital ao IDC mostra que a chegada da 5G irá expandir o número de novas tecnologias em uma taxa anual composta de 179% até 2024. Entre as principais inovações estão os campos de IoT (internet das coisas), Public Cloud Services, Big Data & Analytics e Security. Para a indústria isso representa um maior impulso ao alinhamento com o conceito 4.0.

A quinta geração de internet móvel é caracterizada por ser mais rápida do que as anteriores, isso porque utiliza o espectro de rádio de forma mais eficiente, de acordo com o estudo. Sendo assim, a 5G consegue fornecer maior conectividade e gerenciamento de rede a fim de impulsionar taxas de transmissão, aumentar a capacidade de respostas e ainda viabilizar que mais equipamentos estejam conectados à rede sem perda de desempenho. Resumindo, a rede oferece: baixa latência, alta capacidade e conexões massivas.

5G na Indústria 4.0

A chegada da nova geração de rede móvel traz consigo uma mudança de paradigma na lógica de mercado. Se antes as operadoras eram o centro das operações por serem as distribuidoras de rede, agora os usuários são o foco, criando um ecossistema de sistemas de rede, segurança, TI e softwares em torno de si.

Para as indústrias isso significa uma infraestrutura mais robusta para suportar a automatização dos processos de forma segura e resiliente. Entre os benefícios que a 5G traz para as fábricas 4.0, estão:

  • Conexão mais rápida e segura por meio da edge e cloud, o que assegura menor latência para executar  ações que demandam tráfego de dados em tempo real;
  • Coleta de dados e visualização em tempo real;
  • Otimização e monitoramentos de robôs de transporte e armazenamento;
  • Possibilidade de atuação de robôs com vídeos streaming para inspeção, diagnóstico e manutenção de equipamentos;
  • Vigilância por sensores. 

Sendo assim, as indústrias podem, de acordo com o estudo, se valer de produtos conectados, otimizar e monitorar processos produtivos, ter uma operação remota e centralizada, além de passar por um processo de automatização sem precedentes.


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O grande diferencial está na capacidade da 5G permitir que os dados sejam trocados de forma ágil, em tempo real, e resiliente, ou seja, constante. Sendo assim, um mundo de novas possibilidades de conectividade se abre  para otimizar e automatizar processos fabris. 

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Gabriela Pederneiras

Jornalista/ Redatora/ Assessora de Imprensa