A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) deu um novo na modernização da pesquisa acadêmica em automação industrial. O Laboratório de Controle de Processos Industriais (LCPI) da instituição implantou o primeiro historiador de dados de processo 100% em nuvem em um ambiente acadêmico no país, utilizando o Proficy Historian for Cloud, da GE Vernova, hospedado na infraestrutura da AWS.
O projeto foi desenvolvido no contexto de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) colaborativo, com apoio técnico e metodológico da Aquarius Software, fornecedora de tecnologia e serviços especializada em automação industrial e soluções digitais avançadas. A iniciativa inaugura um novo paradigma para laboratórios universitários, permitindo acesso remoto, colaboração interinstitucional e análise de dados em tempo real, sem a complexidade típica de ambientes on-premise.
Segundo o professor Claudio Garcia, responsável pelo laboratório e referência nacional em automação e controle de processos, a iniciativa aproxima o Brasil de modelos já consolidados em países como Estados Unidos e Alemanha. “Inovar é criar pontes entre universidade e indústria. No Brasil, ainda existe um distanciamento grande, e projetos como este mostram que é possível trabalhar juntos
em torno de desafios reais, com impacto direto na formação de engenheiros e na pesquisa aplicada”, afirma o professor.
Da sala de aula à nuvem
A modernização do laboratório teve origem em um trabalho de conclusão de curso de pós-graduação na Poli-USP de Rafael Gomes, engenheiro de pré-vendas da Aquarius Software. A proposta era clara: aplicar tecnologias de nuvem para transformar a maneira como dados de processos industriais são coletados, analisados e compartilhados em ambientes acadêmicos.
Com a nova arquitetura, dados experimentais, como os gerados num ensaio de controle de uma planta de vazão, passaram a ser acessados via web, em tempo real, por alunos, professores e pesquisadores de outras universidades, eliminando barreiras físicas, VPNs e configurações complexas.
“Quando percebemos que seria possível compartilhar dados entre universidades em tempo real, entendemos o tamanho do impacto. Não era apenas tecnologia, mas uma nova forma de pesquisar e colaborar”, destaca Rafael Gomes.
Pesquisa distribuída e P&D colaborativo
A adoção do historiador em nuvem viabilizou um ecossistema de dados colaborativo, escalável e seguro, permitindo que diferentes instituições acessem os mesmos processos e experimentos sem a necessidade de replicar infraestruturas físicas complexas.
Para Carlos Paiola, diretor da Aquarius Software, o projeto demonstra como a nuvem pode democratizar o acesso à pesquisa aplicada em automação industrial. “Montar um laboratório como o da Poli-USP exige anos de investimento e equipamentos de alto custo, como sistemas SDCD, válvulas de controle, sensores e até mesmo uma caldeira. Acompanhei esse processo de perto e sei que o esforço do professor Cláudio e de seu time foi gigantesco. Com o historiador em cloud, outros pesquisadores podem acessar remotamente os mesmos processos e extrair dados sem precisar construir seus próprios laboratórios. Dessa forma é possível atingir um outro nível de colaboração”, explica.
Impacto para a automação industrial
Além de ganhos acadêmicos, o projeto antecipa tendências que já estão moldando a automação industrial, como P&D distribuído, integração entre OT e cloud computing e uso intensivo de dados para inovação. A solução implantada sobre a infraestrutura da AWS trouxe agilidade, escalabilidade e facilidade de acesso, criando um ambiente propício para novas pesquisas e parcerias com a indústria.
O laboratório segue em expansão e se consolida como referência em inovação aplicada, enquanto a Aquarius Software reforça seu posicionamento como parceira estratégica na conexão entre tecnologia, pesquisa e mercado.
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