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Canal Indústria 4.0

IA redefine o futuro do trabalho de TI e expõe lacunas humanas de preparo

Segundo o Gartner, 25% das funções serão totalmente automatizadas e 75% assistidas, pressionando CIOs a rever habilidades, estrutura organizacional e maturidade digital

Por: Redação CIMM       

A Inteligência Artificial estará presente em 100% do trabalho de TI até 2030, segundo novo estudo do Gartner. A projeção, baseada em pesquisa com mais de 700 CIOs realizada em julho de 2025, indica que 75% das atividades serão executadas por profissionais auxiliados por IA, enquanto 25% serão totalmente automatizadas — sem participação humana.

O Gartner afirma que, embora muitas tecnologias ainda não estejam plenamente maduras, o maior gargalo está na prontidão humana: falta preparo das equipes e das próprias organizações para capturar, sustentar e escalar o valor da IA.

Transformação da força de trabalho

A consultoria prevê impacto neutro em empregos globais até 2026 e afirma que, até 2028, a IA criará mais postos do que eliminará. O foco, segundo o Gartner, não deve ser substituição, mas transformação da força de trabalho: restringir contratações para funções de baixa complexidade, realocar talentos para áreas estratégicas e desenvolver novas habilidades orientadas à colaboração com sistemas inteligentes.

Algumas capacidades — como resumo, busca e tradução — tendem a perder relevância. Em contrapartida, surgem competências totalmente novas, que tornam profissionais melhores comunicadores, pensadores e tomadores de decisão.

Custos, tecnologias e fornecedores

Na avaliação de prontidão para IA, o Gartner destaca três frentes:

  • Custos: na região EMEA, 73% dos CIOs relatam não obter retorno com IA. Cada ferramenta contratada vem acompanhada de múltiplos custos ocultos.

  • Recursos técnicos: enquanto funções como geração de conteúdo e código já entregam valor, agentes e sistemas de decisão avançados ainda carecem de maturidade.

  • Fornecedores: hiperescaladores são indicados para grandes implementações; startups, para soluções específicas de setor; empresas de P&D, para inovação de ponta.

A consultoria reforça que toda decisão de IA envolve soberania tecnológica, devendo ser tratada como estratégia crítica. "Embora nem toda Inteligência Artificial esteja pronta para entregar valor, os humanos estão ainda menos preparados para capturá-lo", diz Rob O’Donohue, Vice-Presidente Analista do Gartner. "A prontidão para a IA significa que ela pode ajudar você a encontrar valor e atender efetivamente às necessidades de casos de uso específicos. A prontidão humana diz respeito a ter a força de trabalho e da organização certas para capturar e sustentar o valor da IA".


*Imagem de capa: Depositphotos.com

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