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Cibersegurança na indústria: 61% planejam usar IA para reforçar proteção, aponta Rockwell

Relatório global mostra que ataques digitais já estão entre os maiores riscos externos da manufatura e que a segurança de TI/OT se tornou prioridade estratégica

Por: Redação CIMM       

A integração cada vez maior entre tecnologia da informação (TI) e tecnologia operacional (OT) está ampliando os riscos de ataques cibernéticos na indústria. É o que mostra o 10º relatório anual State of Smart Manufacturing, divulgado pela Rockwell Automation, maior empresa do mundo dedicada à automação industrial e à transformação digital.

O levantamento ouviu mais de 1.500 líderes do setor em 17 países e revela que a cibersegurança deixou de ser apenas um desafio técnico para se tornar um tema estratégico nos conselhos de administração. Um terço dos entrevistados já acumula responsabilidades diretas de segurança tanto em TI quanto em OT.

Inteligência artificial no radar

Entre as tendências, a pesquisa destaca o papel crescente da inteligência artificial (IA) no combate a ameaças digitais. Segundo o estudo, 61% dos profissionais de TI e cibersegurança planejam adotar IA e aprendizado de máquina nos próximos 12 meses para reforçar a proteção, percentual 12 pontos maior do que a média da indústria em geral.

"A cibersegurança não é mais apenas um problema de tecnologia, é uma questão de diretoria", afirma Stephen Ford, vice-presidente e diretor de segurança da informação da Rockwell Automation. "Não é possível proteger a empresa do futuro com as ferramentas do passado. A IA é parte essencial da segurança moderna, permitindo detectar ameaças em tempo real e manter a produtividade."

Principais achados

O relatório mostra que:

  • Ameaças cibernéticas já estão entre os maiores riscos externos para a indústria, apontadas por 30% dos entrevistados, atrás apenas de inflação e crescimento econômico (34%).
  • Cibersegurança é prioridade em manufatura inteligente: 38% dos fabricantes pretendem usar dados de fontes atuais para reforçar a proteção.
  • Segurança de TI/OT está no centro das atenções: 48% dos profissionais identificam a proteção de arquiteturas convergentes como chave para bons resultados nos próximos cinco anos.
  • Capacitação é desafio: mais da metade (53%) das empresas com faturamento acima de US$ 30 bilhões considera práticas e padrões de cibersegurança como competências essenciais. Já a escassez de talentos qualificados e o aumento dos custos de mão de obra seguem como obstáculos à competitividade.

Cibersegurança como habilitador de negócios

Segundo Ford, as empresas mais inovadoras já entendem a cibersegurança como uma aliada da transformação digital. "Não se trata apenas de prevenir ameaças, mas de impulsionar mudanças com confiança. Fabricantes visionários estão usando tecnologias como IA para se antecipar aos riscos em evolução", destacou.


O relatório, produzido em parceria com a Sapio Research, ouviu 1.560 profissionais de setores como alimentos e bebidas, automotivo, semicondutores, energia e ciências da vida. A amostra contemplou empresas com faturamento entre US$ 100 milhões e mais de US$ 30 bilhões.

*Imagem de capa: Depositphotos.com

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